segunda-feira, 14 de novembro de 2022

 

O Lado Limpo

 

(A fotografia é de Bigorna).
O (Cu)zinheiro pediu
  que a fonte não fosse revelada.

Na lânguida vontade de mostrar ao mundo que quem pode não come o que os pobrezinhos comem, os cozinheiros de imaginação superlativa desfazem-se em autênticos exercícios de Kamasutra para mostrar a sua excelsa criatividade. Isto ou aquilo servido em cama de aqueloutro, acompanhado de uma redução de vinho de uvas, ao infinito de o vinho voltar a ser grainha…

Citando João Sevilhano, 14 Dezembro de 2018 (https://linktoleaders.com/do-politicamente-correto-parte-1-contexto/):
“Há poucos anos tomei contacto com uma definição de “politicamente correto” que se enraizou na minha memória, a ponto de a tornar minha. Na verdade, isto significa que me esqueci da fonte e que tenho-me aproveitado para elaborar sobre o assunto. A definição é qualquer coisa como: “politicamente correto é uma teoria que sustenta a ideia de que é perfeitamente possível pegar num pedaço de merda pelo lado limpo”. Pois bem, não creio ser possível. Se é merda, é merda. Vai sujar, cheirar mal e contaminar. Por outro lado, se a virmos para lá das suas caraterísticas mais proeminentes, podemos utilizá-la como fertilizante, por exemplo. Não como um fim trágico de algo, mas como um catalisador de um início qualquer.”


Eis um prato para magnatas, de boca grande.

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